A inclusão também precisa ocupar os grandes espaços da educação, da cultura e da literatura.
Foi com esse propósito que a Educação Especial PE | CENEETI levou a Turma da Lidinha para a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada em setembro de 2026, no Distrito Anhembi.
Um encontro especial que colocou lado a lado livros, educação, diversidade e diferentes formas de aprender.
A participação aconteceu junto à Ciranda na Escola, levando ao público um projeto que nasceu da experiência com a educação inclusiva e do desejo de criar recursos capazes de aproximar cada vez mais crianças da aprendizagem e da literatura.
Mais do que apresentar materiais, estar na Bienal representou ampliar uma conversa que precisa estar presente em todos os espaços: como construir uma educação em que cada estudante tenha possibilidades reais de aprender, participar e se reconhecer?
A Bienal do Livro de São Paulo 2026
Realizada entre os dias 4 e 13 de setembro, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo reuniu editoras, autores, educadores, profissionais do mercado editorial, escolas, famílias e milhares de leitores no Distrito Anhembi.
A edição de 2026 tornou-se a maior da história do evento, recebendo aproximadamente 760 mil visitantes durante os dez dias de programação. Bienal do Livro
Nesse cenário de encontros e descobertas, a Turma da Lidinha também teve seu espaço.
No dia 6 de setembro, a Educação Especial PE esteve no espaço da Ciranda na Escola, apresentando ao público um projeto desenvolvido com um princípio que acompanha toda a trajetória da equipe: aprender é um direito de todos, mas nem todos precisam percorrer o mesmo caminho para aprender.

Turma da Lidinha: educação inclusiva que ganha novos espaços
Idealizada pela psicopedagoga Lidieri Barros, a Turma da Lidinha nasceu da experiência com crianças, famílias, professores e profissionais que convivem diariamente com os desafios da inclusão escolar.
O projeto parte de uma compreensão essencial: estar matriculado em uma escola não é suficiente para garantir inclusão.
Para que a aprendizagem aconteça, é necessário observar como cada estudante aprende e oferecer recursos, estratégias e adaptações que favoreçam sua participação.
É justamente nesse ponto que os materiais suplementares adaptados da Turma da Lidinha se inserem.
Eles foram desenvolvidos para apoiar o processo de alfabetização de pessoas com deficiência e podem ser utilizados como recurso complementar no ensino regular, no Atendimento Educacional Especializado (AEE), em espaços terapêuticos e também em outros contextos de aprendizagem.
A proposta contempla conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, História/Geografia e Ciências, utilizando diferentes possibilidades pedagógicas para tornar a aprendizagem mais acessível e significativa.
Não se trata de diminuir expectativas sobre o estudante.
Trata-se de encontrar outros caminhos para que ele consiga acessar o conhecimento.
Literatura, representatividade e pertencimento
A Turma da Lidinha também leva a inclusão para dentro das histórias.
Se uma criança cresce encontrando nos livros apenas personagens muito diferentes da sua realidade, perde-se uma oportunidade importante de construção de identidade e pertencimento.
Por isso, os personagens da Turma da Lidinha carregam histórias inspiradas em experiências reais de pessoas que enfrentaram desafios durante seus processos de aprendizagem.
São personagens que permitem conversar sobre deficiência, diversidade, amizade, respeito, autonomia, desafios e possibilidades a partir de uma linguagem próxima do universo infantil.

Quando uma criança consegue se reconhecer em uma história, aquele livro pode ganhar um significado completamente diferente.
E quando as outras crianças convivem naturalmente com personagens que apresentam diferentes características, formas de aprender e maneiras de se comunicar, a literatura também se transforma em uma ferramenta para construir uma sociedade mais inclusiva.
Por que levar a educação inclusiva para uma Bienal do Livro?
Porque inclusão também se constrói através da cultura.
Grandes eventos literários aproximam escritores, editoras, escolas, professores, famílias e leitores. São espaços onde novas ideias circulam e onde também podemos provocar novas perguntas sobre a educação que estamos construindo.
Para a Educação Especial PE | CENEETI, participar da Bienal significa contribuir para que educação inclusiva, acessibilidade pedagógica e representatividade façam parte dessa conversa.
Significa mostrar para uma família que existem novas possibilidades.
Mostrar para um professor que ele não precisa encontrar sozinho todas as respostas.
E mostrar para escolas e gestores que é possível buscar recursos mais adequados para transformar a inclusão prevista no planejamento em participação real na sala de aula.
Um encontro com famílias, professores e profissionais da educação
Um dos aspectos mais significativos da participação em eventos como a Bienal está justamente nos encontros.
São pais procurando alternativas para seus filhos.
Professores buscando maneiras diferentes de alcançar determinados estudantes.
Profissionais interessados em novos recursos.
Gestores pensando em como tornar suas escolas mais preparadas para acolher a diversidade existente dentro das salas de aula.
Cada conversa ajuda a reforçar algo que está na essência do projeto: não existe uma única forma de aprender.
Quando a educação reconhece essa diversidade, deixa de tentar encaixar todos os estudantes em um único modelo e passa a construir diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento.
Do Nordeste para um dos maiores encontros literários do país
A presença da Educação Especial PE na Bienal do Livro de São Paulo também representa a expansão de um trabalho construído a partir de Pernambuco e que vem alcançando famílias, escolas e profissionais em diferentes lugares.
A Turma da Lidinha nasce desse compromisso com uma educação inclusiva que precisa acontecer na prática.
Estar em São Paulo, em um evento da dimensão da Bienal, permite que essa mensagem encontre novos públicos e atravesse novas fronteiras.

Uma história que continua
A Bienal terminou, mas os encontros e possibilidades que surgiram a partir dela continuam.
Para a Educação Especial PE | CENEETI, cada novo espaço ocupado pela Turma da Lidinha representa mais uma oportunidade de falar sobre aprendizagem, acessibilidade, inclusão e respeito às diferentes formas de aprender.
Ainda existem muitos desafios na construção de uma educação verdadeiramente inclusiva.
Mas existem também profissionais, famílias, escolas e projetos dispostos a construir novos caminhos.
E é justamente por isso que queremos continuar levando essa mensagem cada vez mais longe.
Porque quando oferecemos os recursos adequados, ampliamos as possibilidades de participação e aprendizagem.
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