Déficit de atenção: O que é?

Déficit de atenção: O que é?

O Transtorno de Déficit de Atenção pode estar presente em crianças e adultos e é caracterizada pela dificuldade de atenção, foco, organização e persistência em atividades rotineiras, ou seja, a pessoa que tem dificuldade de concentração, se distrai ou entedia facilmente, não ouve o que estão falando e não foca no que precisa fazer.

É muito mais fácil notar este transtorno em fase escolar, quando a criança não retém a atenção na aula, distraindo-se por “qualquer coisa”, seja um lápis caindo no chão ou alguém conversando. Outros sinais são quando a criança começa a escrever ou a ler um texto e se perde, ou pula para o final, ou quando dada uma lista de tarefas não consegue executá-las em sequências deixando muitas vezes inacabada, além de não ter um
planejamento para a execução das atividades.

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, e agora?

Ele está presente no TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), caracterizado pelo déficit de atenção ou também hiperatividade. A hiperatividade é muitas vezes caracterizada por uma pessoa que não para de falar, é impaciente e não consegue ficar quieto. Ainda com atitudes tratadas como “inadequadas” de acordo com as etiquetas sociais, com agitação física (movimento de pernas e inquietudes) e mental (fica pensando em várias coisas no mesmo momento), ficando com um excesso de atividades que se reflete em comportamentos e falas.

Estes comportamentos não são por falta de educação ou desinteresse. O cérebro de uma pessoa com déficit de atenção, tem diferenças nas áreas que coordenam a atenção, e que também controlam a organização, planejamento, memória e controle. Quem tem TDAH tem menos autocontrole para dedicar atenção ao que considera chato, desinteressante ou que não tenha uma recompensa imediata. Ou seja, atividades como esportes e vídeo games que proporcionam esta recompensa, de maneira geral envolve muito as pessoas com TDAH.

TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade | Clínica Mon PetitA falta de atenção e hiperatividade não eram tão prejudiciais como há pouco tempo. Mas, em um mundo em que as crianças precisam passar boa parte do tempo quietas e concentradas, como na escola, isso pode fazer muita falta, ainda mais com a quantidade de informações disponíveis no mundo tecnológico em que vivemos. O TDAH é mais comum ser identificado quando a criança tem entre 6 a 12 anos de idade, e os meninos são duas vezes mais diagnosticados. O que não quer dizer que não esteja em presente nos adultos, no entanto, estes aprendem com o passar dos anos a desenvolver mecanismos para lidar com a falta de atenção e isolar as distrações, conhecem o período em que são mais produtivos, procuram escolher carreiras que dependem menos de atenção e com atividades chatas, ou se envolvem mais com carreiras criativas em que a distração pode ajudar com soluções menos convencionais.

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Mas, enquanto temos um sistema de ensino que depende de crianças sentadas, quietas e estudando para o vestibular, aquelas que não conseguem se encaixar saem muito prejudicadas. É necessário compreender que ser desatento ou distrair-se facilmente não quer dizer que a pessoa tenha déficit de atenção e é para isso que precisa do diagnóstico médico, pois muitas pessoas procrastinam, tem dificuldade para estudar, começa e não termina projetos. É importante ainda, destacar a diferença entre uma criança que é apenas agitada de uma criança hiperativa. Uma criança quando apenas agitada, ela consegue voltar sua atenção para uma atividade em específico quanto solicitado por um adulto. Já uma criança hiperativa, ela tem consciência que precisaria voltar a se concentrar, mas não consegue, pois vai além do controle dela. Embora não haja cura para o TDAH, os tratamentos disponíveis atualmente podem ajudar a reduzir os sintomas e melhorar o funcionamento, o que pode incluir medicação, psicoterapia, educação, atividades ou uma combinação destes.

A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a criança a lidar com as dificuldades, aprender a estudar e evitar maiores problemas na fase na falta de atenção. Assim como o esporte pode ajudar a lidar com a hiperatividade. Mas na questão do transtorno, os medicamentos ainda são necessários, para ajudar a manter as crianças menos inquietas.

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